14
2010
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Como ter um curriculum campeão

Exitem muitos mitos (e verdades) sobre o seu “cartão de visitas” profissional, que é o Curriculum Vitae. Afinal, o que é preciso ter nele? O que o selecionador considera na avaliação de seu material? Para auxiliá-lo a ter um CV campeão o blog Ambição publicará uma série de artigos onde discutiremos conteúdo, organização e estratégias pessoais para melhorar seu resumo.

cv

Princípos básicos:

1. Objetivo - A primeira coisa que precisamos ter em mente é que o CV é seu instrumento de “venda” pessoal, ou seja, é um conjunto de folhas de papél que vão fazer com que o selecionador te chame para uma entrevista. Logo, seja bem crítico! Seu CV tem um formato e um conteúdo interessantes e/ou suficientemente relevante? Foque sempre os aspectos de diferenciam você como profissional.

2. Tamanho - Os selecionadores definitivamente não tem muito tempo. Para cada vaga estimasse que, em média, se recebem 200 curricula. Resista a tentação de escrever um CV de várias páginas e demonstre que você é um profissional objetivo que tem capacidade de concisão. Duas páginas é o tamanho padrão, se está em início de carreira uma só já basta.

3. Ortografia - Você pode não acreditar, mas é grande o número de curricula com erros de português. Um pequeno desleixo com a grafia pode dar ao selecionador que, ou você não conhece bem a língua, ou você não dá atenção a detalhes. Então, cuidado! Use o revisor de texto de seu computador, imprima e leia o seu CV, peça para um amigo revisar, revise novamente, garanta que está perfeito.

4. Personalize - Há um provérbio que diz que “quem sabe tudo, não sabe tudo de nada”. É esta a impressão de quem lê um CV onde o candidato se propõe a trabalhar com vendas, financeiro e estoque (por exemplo). Eu, particularmente, acredito que existam profissionais polivalentes e até valorizo quem tem capacidade generalista. Porém, infelizmente, a maioria dos selecionadores entende isso como falta de foco no planejamento da carreira. Minha recomendação é que você não tenha apenas um Curriculum. Se você tem experiência em vendas, financeiro e estoque; faça um CV focando cada uma destas experiências.

Reflita sobre estas 4 dicas, se conseguir com que seu resumo atenda a estas premissas pode ter certeza que que estará a frente de muitos candidatos. No próximo artigo vamos falar sobre como ordenar as informações de seu CV. Aguarde!

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Out
19
2009
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Quem disse que trabalhar não mata?

A sombra dos suicídios em série por parte de trabalhadores da montadora de automóveis Renault voltou a pairar sobre o tecnocentro de Guyancourt, em Yvelines. Há pouco mais de uma semana, um engenheiro de 51 anos suicidou-se dias antes de ser transferido de função. A tragédia reabriu as feridas da epidemia de suicídios vivida no mesmo laboratório da empresa entre 2006 e 2007.

Emprego Errado

As mortes em série iniciadas há três anos ocorreram no cérebro da Renault, onde são criados e desenvolvidos os projetos de novos veículos do grupo. O suicídio aconteceu no dia 8 de outubro. O engenheiro havia sido informado dias antes de que receberia uma promoção, atrelada a uma transferência, e assumiria a direção de projetos de chassis, o desenvolvimento do novo modelo Logan e o comando sobre uma dúzia de fábricas do grupo.

A transferência enquadrava-se no sistema de “mobilidade preparada”, uma política de recursos humanos que significa a troca de posto de trabalho a cada cinco ou seis anos. O diretor-geral delegado da Renault e número 2 do grupo, Patrick Pélata, se disse chocado pelo suicídio, mas isentou a empresa. “Nunca revimos com tanta profundidade os dispositivos de apoio, e estruturamos esses dispositivos em torno de um plano de melhoria das condições de vida e de trabalho das equipes.”

A preocupação de Pélata se justifica. Há três anos, três engenheiros do mesmo tecnocentro de Guyancourt se suicidaram. Em 2007, a companhia lançou um plano de emergência que previa, entre outras medidas, o limite do tempo de trabalho, a reciclagem de gestores e o apoio psicológico constante. À época, uma investigação de sete meses realizada pelo escritório independente Technologia indicou que 31,2% dos executivos e engenheiros sofriam de “job strain”, ou tensão no trabalho.

Fonte: O Estado de S. Paulo/Andrei Netto

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Jul
31
2009
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Candidatos de hoje x Candidatos do passado: Quantas diferenças!

Quem trabalha com seleção de pessoas percebe a impressionante a mudança de perfil dos candidatos às vagas de emprego. É a conseqüência natural da dinâmica da sociedade contemporânea.

Um candidato altamente desejável para uma vaga administrativa no início da década de 1980 precisava ter curso superior, algum conhecimento de informática, inglês mediano e alguma experiência na área. A expectativa desse profissional era o de se estabelecer na empresa e ficar nela por algumas décadas.

Nos dias atuais curso superior é praticamente uma obrigatoriedade, pós-graduação em muitos casos. O inglês fluente deve somar-se ao espanhol e se considera o mandarim para o futuro. Lidar com tecnologia já é algo praticamente “nativo” das novas gerações, que extrapolam o pacote de aplicativos e alcançam a programação para a Internet, integração em mídias sociais, comunicação digital móvel e todas as novidades relacionadas. A expectativa deste tipo de profissional é fortemente voltada à superação de desafios e sua fidelidade a empresa depende da contrapartida que ela oferece, dois a três anos costuma ser o tempo médio deste profissional na organização.

entrevista

Assim como o perfil dos profissionais tornou-se mais complexo, a atividade do profissional de seleção também demanda uma ótica de análise mais ampla. Se antes avaliar o histórico profissional praticamente concluía a análise, hoje é apenas uma pequena parte do processo. Para encontrar o candidato certo para uma vaga é necessário considerar não só seu perfil funcional, mas também suas habilidades e valores, que devem se adequar perfeitamente a cultura da organização contratante.

Em um mundo cada vez mais dinâmico e frenético, onde a informação se multiplica exponencialmente e a pressão por resultados torna-se corriqueira, a tendência para o futuro muito próximo é que todos se desenvolvam como profissionais flexíveis, resilientes, que se auto-desenvolvam e sejam líderes situacionais. O desafio dos selecionadores neste contexto será o de conseguir identificar o nível de desenvolvimento dos candidatos nestas e outras competências.

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Jul
09
2009
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Retendo talentos através da motivação

Toda vez que tocamos no assunto motivação, algumas perguntas insistem em aparecer. Tais como:
Minha equipe está motivada?
É possível motivar uma equipe?
O que fazer para motivar uma equipe?

happy

Somos sabedores que motivação combina com empresas de sucesso. Porém, como fazer com que isso aconteça?

O que estudamos a respeito de motivação nos faz chegar a seguinte definição:

Motivação é o impulso proporcionado por um conjunto de motivos internos que nos leva a agir. Eles estão relacionados ao futuro, ou seja, o que visualizo para mim, o que quero, onde pretendo chegar. É a possibilidade de realização de meus sonhos.

O ser humano motiva-se buscando suprir as seguintes necessidades:

1. Possibilidade de crescimento, desenvolvimento e realizações;
2. Reconhecimento na família, na empresa e na comunidade;
3. Poder e sucesso.

Segundo pesquisas na área, essas características poderão ser preenchidas de uma só vez ou, individualmente.
Necessitamos entender que a motivação é individual, ou seja, cada um tem seus motivos para tal, cada um tem seus desejos e necessidades, que irão se diferenciar de acordo com o momento que está passando, tais como, a cultura, ambição e ambiente. O que motiva são os aspectos internos.

De posse de todas estas definições e conceitos é que podemos começar a entender melhor e, perceber quais estratégias podemos adotar para conseguirmos motivar nossas equipes.

As organizações necessitam compreender que elas devem ser o meio para que as pessoas atinjam os seus sonhos. Necessitam preparar-se, criar ferramentas para que isso aconteça, além de buscar pessoas no mercado de trabalho que tenham sonhos, sejam ambiciosas, queiram crescer, tenham desejos, almejam o sucesso, e que esse sucesso não seja somente o profissional, mas também, de forma muito forte, o sucesso pessoal. De posse desses recursos humanos, à empresa, deverá demonstrar que ela está comprometida para oferecer as condições e oportunizar essas realizações.

As organizações devem estar atentas para verificar se estão proporcionando a equipe as seguintes possibilidades:

- Realização;
- Reconhecimento;
- Progresso;
- Prazer pelo que estão fazendo;
- Desenvolvimento pessoal;
- Responsabilidade.

Devemos entender que nossa equipe se sentirá mais motivada, se receber algo além de salários e premiações.
Já que passamos o maior tempo de nossa vida no trabalho, vamos fazer com que ele seja uma grande fonte de prazer. Fazer das atividades diárias, grandes momentos de energia e realização. Só assim, estaremos aptos a reter os nossos melhores talentos.

Portanto, mãos a obra!

Por: Gilberto Wiesel

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Mai
27
2009
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O caso Susan Boyle - Preconceito em fase de seleção

Já mulher de meia idade, desempregada - Susan Boyle, longe de ser um modelo de beleza, é detentora de aparência pouco comum para quem se candidata a programas do tipo reality shows e que como qualquer *pessoa, anseia por um lugar ao sol.

Susan, com postura simples, entra em cena como quem nada quer. Sua vestimenta não condiz com aquele show, onde expectadores exigem boa aparência, pois costumam julgar as pessoas pelo que elas estão no momento e não pelo que elas são.
 
Quando anunciam a apresentação de Susan, mais do que depressa o animador inicia a entrevista com a candidata fazendo perguntas bizarras, tais como: Qual é o seu nome? Onde você mora? Ela declina o nome e a cidade onde mora. Ele pergunta se é cidade grande ou pequena e ela, com simplicidade, diz que a cidade era tão pequena que mais se assemelhava a um aglomerado de vilarejos. É evidente que todos riem, não se sabe se das respostas ou da figura tão diferente de quem deseja apresentar-se como cantora em programas de grande audiência.
 
Na verdade seria melhor se ela dissesse que morava num local de destaque ou, no mínimo, conhecido – porque tudo o que, de uma forma ou outra, foge ao senso comum, tem mais dificuldade de ser aceito pelas pessoas. Quando ele pergunta qual é a idade dela, Suzan, ainda inocentemente, lhe informa que tem 47 anos. O entrevistador vira os olhos e a platéia assobia e ri – não o riso espontâneo do humor, mas o riso sarcástico que humilha. Porém, a ironia nem atinge a boa mulher, pois que ela está longe de ser comum e medíocre como a maioria dos mortais. O riso, que simboliza não só o preconceito em relação à figura da moça, mas também à idade, que não combinava com o público frequentador de programas desse tipo – como se diz em seleção de pessoal – revelava que ela, em nada, correspondia ao perfil esperado. Essa situação simboliza a discriminação que o profissional mais experiente enfrenta quando compete com os mais jovens.
 
Requebrando pela alegria de merecer estar ali, Susan diz que esta é apenas uma parte dela e as pessoas acham graça e a aplaudem. Em seguida, o apresentador lhe pergunta qual era seu sonho, e o que a convencera a viajar de tão longe e qual o seu modelo de sucesso. Talvez ele não esperasse por aquela resposta e ficou surpreso quando ela lhe responde: “estou tentando ser cantora profissional e embora já tenha tentado, nunca me deram uma chance, mas espero que isso agora mude”.
Susan Boyle

Susan Boyle

Talvez o animador não esperasse por essa resposta, e então pergunta a ela qual era o seu modelo de sucesso, como forma de testar o tamanho de seu sonho. Ela responde: Ellen Page – a jovem cantora, dona de voz encantadora e muito famosa. Para encurtar a conversa ele pergunta o que ela vai cantar e ela diz: “I Dreamed a Dream” tema do seriado Os Miseráveis. Enquanto isso, o câmera filmava no auditório e no júri as caras feias e as risadas pretensiosas.  Afinal tratava-se de programa feito para achar futuros pop e superstars.
 
Susan prepara-se e a música começa a tocar. Ela solta a voz, segura, convincente, certa de seu talento, e o inesperado show silencia os jurados atentos; o auditório pasmado, cada um à sua moda, expressando-se com êxtase, como algo inacreditável. O público estarrecido aplaude; o apresentador arregala os olhos, os jurados abrem a boca e todos ficam extáticos e surpresos – talvez até envergonhados pela atitude de pré-julgamento. O apresentador, nos bastidores, balança os dedos e pergunta: “Vocês não esperavam isto, esperavam?”. Essa é uma forma de conseguir a aprovação e a concordância do público em relação à sua anterior atitude, dividindo com as pessoas o pré-conceito que ele demonstrou durante a entrevista.
 
Aquilo que antes era razão transformou-se em emoção. O público gritava, aplaudia e os jurados, um a um, a sua moda, dessa vez demonstravam emoção. Ao término da canção, o apresentador agradece a Susan e diz que aquela, sem dúvida, era a maior surpresa que ele teve em três anos de show e abre o coração dizendo que quando ela subiu ao palco dizendo que queria ser igual a Ellen Page todos riram, mas que agora ninguém ri mais. Diz ele que ela foi impressionante e teve performance fantástica. Continuou dizendo – maravilhoso – fantástico, estou chocado e pergunta para os colegas: o que vocês acham?
 
Uma das juradas mais que depressa diz: “Eu estou emocionada porque sei que todos estavam contra você e que, honestamente, acha que todos foram cínicos e que esse foi o maior sinal de alerta contra qualquer tipo de segregação.” Finaliza, agradecendo o privilégio que teve em ouvi-la, complementando que ela foi brilhante.
 
No momento da votação, Susan ganhou três vezes o SIM, demonstrando aí o tamanho de sua conquista, ensinando-nos a mensagem da importância que tem dois fatores, no caso: competência e humildade. O entrevistador diz a Susan que ela pode retornar ao seu vilarejo de cabeça erguida e com a expressiva votação que pessoas, aparentemente de boa presença, não conseguiram conquistar até então.
 
Que a postura humilde de Susan sirva de exemplo aos profissionais de Recursos Humanos. Que estes fiquem cada vez mais atentos ao selecionar candidatos. Que façam exercícios constantes para se despir de quaisquer pré-julgamentos para não dispensar verdadeiros talentos.
 
Que não julguem uma pessoa pelo rótulo e nem impeçam a chance a quem aparentemente está fora do perfil de qualquer que seja a função.
 
Por Maria Bernadete Pupo 
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Nov
03
2008
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O que muda com a nova lei do estágio

Nova Lei do Estágio traz benefícios a estudante e empresa. 

A nova Lei do Estágio n11.788/08, sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em 26 de setembro, apresenta em seus 22 artigos novos benefícios aos futuros estagiários e maior fiscalização e responsabilidade sobre as tarefas executadas pelo estudante, através de sua instituição de ensino e empresa contratante. A nova lei substitui a antiga n6.494/77 e tem aplicação imediata para contratos realizados após a sua publicação. Segundo dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres), a modificação afeta cerca de 1,1 milhão de estagiários no País, destes, 715 mil do ensino superior.
Encontra-se na nova legislação uma boa definição do estágio e das responsabilidades da instituição de ensino, empresa contratante e agente de integração como “parte da formação pedagógica do estudante”, de acordo com o advogado trabalhista, do escritório Correia da Silva Advogados, Eduardo Pragmácio Filho.
Os contratos firmados anteriormente à nova Lei seguem em vigência conforme a antiga até a data de término com adaptação na seqüência. A atividade do estagiário segue sem vínculo empregatício, definida em seu contrato entre empresa, escola e possível agente de integração, desde que matriculado e com freqüência regular na instituição de ensino.
O Termo de Compromisso, documento mais importante em vigência, deverá conter qualquer acordo entre as partes, junto a descrição da jornada, plano de atividade, remuneração e datas de avaliação na escola. O descumprimento das obrigações no Termo leva ao vínculo de emprego sob a legislação trabalhista e previdenciária.
Segundo Eduardo Filho, haverá agora “um papel maior da instituição de ensino sobre o estágio” a partir da presença de sua grade curricular para realização do Termo de Compromisso, além da dupla supervisão junto à empresa. Agora, professor e profissional da empresa na área de conhecimento desenvolvida pelo estagiário devem apresentar relatórios periódicos das atividades executadas em prazo máximo de seis meses. Para Filho, em curto prazo, “o custo de burocracia e tempo de supervisão deverá causar uma retração de contratos pelas empresas”, afirma.
Através da análise do professor, a instituição de ensino deverá reorientar o estagiário caso suas atividades sejam insuficientes ao aprendizado ou pelo descumprimento do Termo de Compromisso.
Sobre o serviço de agentes de integração, como o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), estes serão responsabilizados civilmente quando indicado estagiários para atividades incompatíveis com seus cursos e currículos. A empresa, por sua vez, deverá informar ao estudante, no Termo de Compromisso, sobre qualquer risco na área de trabalho, de acordo com a legislação de Saúde e Segurança no trabalho.
No escritório - Uma vez contratado, o tempo de estágio para o estudante, em mesma empresa, não poderá exceder dois anos, exceto quando portador de deficiência. Em estágio não-obrigatório, o estudante pode receber bolsa e auxílio transporte – reembolso por gastos com deslocamento – enquanto em obrigatório – requisito para obtenção de diploma – não é necessário.
Quando o estagiário apresentar atividade igual ou superior a um ano, este terá direito agora, a recesso de 30 dias remunerado, caso receba bolsa, e proporcional em período inferior a um ano. “Esta é uma decisão sujeita a empresa ou de comum-acordo, com uma tendência para contratos de até seis meses”, pondera Filho.
Diferenças - Entre outras mudanças da nova Lei do Estágio, destaca-se a limitação em 20% ao número de estagiários sobre a quantidade de funcionários na empresa, com exceção a estudantes de ensino superior e nível médio profissional; a redução da carga horária para no máximo seis horas diárias e 30 horas semanais no caso de ensino médio e superior, e 40 horas semanais para estagiários com cursos sem aulas presenciais.
Tal legislação provoca a diminuição da renda do estagiário, visto que sua remuneração (bolsa) se dá a partir de horas trabalhadas. Por outro lado, em mesma questão, ganha-se produtividade e desempenho com a redução da carga horária pelo menos à metade quando apresentado período de provas pela instituição de ensino.
Portadores de deficiência também entram na Lei com direito a 10% das vagas ofertadas por cada empresa.
A grande novidade da mudança de legislatura sobre o estágio, porém, encontra-se no artigo 9º da Lei 11.788. Profissionais liberais, registrados em seus conselhos de fiscalização profissional, têm agora a possibilidade de contratar estagiários.
As obrigações seguem as mesmas citadas anteriormente para pessoas jurídicas, desde supervisão a número de estagiários.
Segundo dados da Estagiários.com, empresa de intermediação entre empresa e estudante, cerca de oito milhões de profissionais liberais têm hoje potencial para novas vagas de estágio no País, com chances de duplicar as oportunidades do mercado de trabalho atual.
 

Fonte: Diário do Comércio, Indústria e Serviços, por Rafael Abrantes, 29.10.2008

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Out
24
2008
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Você está disponível ou desempregado?

Esta foi a reflexão trazida por Karin Sato do portal InfoMoney, cuja matéria segue transcrita abaixo:

SÃO PAULO - O diretor de Projetos - Divisão Outplacement Coletivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vladimir Araújo, defende que existe uma diferença entre os termos disponível e desempregado. “A princípio, pode parecer um simples jogo de palavras. Mas a palavra disponível reflete de maneira muito mais apropriada e positiva essa situação”, afirma.

E acrescenta: “a palavra desempregado transmite um sentimento de impotência, que pode levar o profissional nessa situação a pensar que o fato de ter perdido o emprego o transformou, de um dia para o outro, em uma pessoa incompetente e incapaz, o que, absolutamente, não é verdade”.

Desemprego não significa incompetência
O que o especialista quer dizer é que o fato de estar desempregado não significa que lhe faltou competência para segurar o cargo. “Num mundo globalizado e dinâmico, as empresas mudam todos os dias e por diferentes motivos, tais como: reduções de quadro, fusões, reestruturações, crises econômicas, etc.”, diz ele.

Não podemos esquecer ainda que alguns são demitidos simplesmente por incompatibilidade de gênios. Há chefes que são injustos assim.

“É natural que, durante a vida profissional, ocorram períodos em que não se está vinculado a empresa alguma, mesmo porque o trabalho vitalício é cada vez mais raro”, garante o diretor de Projetos da Ricardo Xavier Recursos Humanos.

O que fazer quando se está disponível
“Se você está disponível, aproveite o momento para repensar sua carreira e objetivos, pois esta pode ser a grande oportunidade que esperava para mudar de vida, buscando um emprego que atenda melhor as suas necessidades, ou uma outra área de atuação, ou até mesmo algo que lhe proporcione maior prazer e qualidade de vida”, aconselha.

Ele lembra que existe ainda a possibilidade de o profissional se tornar “dono do próprio nariz”, partindo para uma atividade empreendedora ou autônoma. “A carteira assinada deixou, há muito tempo, de ser sinônimo de proteção”.

“No Brasil, os maiores responsáveis pelo surgimento de novos negócios são os profissionais que foram dispensados de seus empregos, viraram empreendedores por necessidade e obtiveram sucesso”, afirma Araújo.

Chame a responsabilidade para si
Quando se está disponível, deve-se lembrar a todo momento que é o principal agente de sua mudança, que é protagonista, e não coadjuvante!

“E a busca de uma nova colocação deve ser tratada com intensidade e determinação absoluta. Esse trabalho requer dedicação e ocupará a maior parte de seu tempo. Por isso, informe-se, leia, entenda as novas demandas do mercado, conheça melhor os processos seletivos e suas diversas facetas, estabeleça estratégias, participe de eventos e acione sua rede de relacionamentos. Acima de tudo, mantenha-se ativo e motivado, não se acomode, não permita que o pessimismo ou comportamentos negativistas tomem conta do seu dia-a-dia. Portanto, mãos à obra. E boa sorte”, conclui.

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