jan
16
2010
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Usando a educação para melhorar seu currículo

Antes de entrarmos no tema de hoje um pequeno parêntesis. No primeiro artigo do blog sobre como melhorar seu CV destacamos a importância de evitar erros de português para não comprometer sua candidatura as vagas de emprego. Coincidentemente, ontem, o portal G1 publicou a matéria Erros básicos de português podem custar vagas de estágio a candidatos.

Escrever e falar mal pode fazer com que você perca vagas de emprego sim! Este é uma falha de formação tão latente que as empresas estão começando a aplicar testes de língua portuguesa durante os processos de seleção.

Educacao

Infelizmente os alunos passam por um ensino fundamental e médio deficitário, acessam a universidade e até concluem o nível superior, mas não conseguem corrigir dificuldades básicas de expressão, ou mesmo dúvidas de como se portar em situações profissionais. O que fazer, então, para corrigir este problema?

Curso Superior

Hoje está absolutamente claro que não ter um curso superior compromete seriamente sua empregabilidade. Basta abrir o jornal para comprovar que se exige ensino médio para vagas absolutamente operacionais.

Caso você não tenha curso superior, recomendo fortemente que busque um destes cursos o mais rápido possível. Atualmente existem formações específicas e cursos de tecnologia que tem preços acessíveis e podem ser concluídos em 2 ou 3 anos.

Estes cursos de menor duração, por serem relativamente novos, ainda não tem a mesma aceitação no mercado de trabalho que os tradicionais. Por sorte, a maioria das universidades que oferecem estes cursos permite que o aluno continue em um curso tradicional na seqüência de sua graduação no de curta graduação. Por exemplo, você pode cursar um curso de tecnologia em finanças por dois anos e continuar no curso de Ciências Contábeis. Assim, no término de 4 anos o aluno terá tanto o diploma de tecnologia quanto de bacharelado.

Porém, um dos enganos mais comuns dos alunos é ter a idéia de que ter o diploma é tudo o que se precisa para que as portas do mercado de trabalho se abram. Ledo engano! O diploma apenas credencia o formado para concorrer às vagas. Se o formando não tiver o conhecimento e o traquejo necessário para se destacar nos processos vai descobrir, da pior forma, que gastou tempo e dinheiro para ter um pedaço de papel caro na parede.

Então, se você pensa em fazer um curso superior, tenha em mente que não basta estar “fisicamente” presente nas aulas. Você deve aproveitar ao máximo o ambiente universitário para crescer em conhecimento e cultura. Não se atenha ao conteúdo das aulas. Pesquise, participe, interaja com seus colegas e professores.

Pós-graduação

Se você já tem curso superior, sobretudo se já concluiu há algum tempo, a pós-graduação é uma ótima oportunidade de atualização, e quando falamos em educação a palavra atualização é muito importante. Isso porque, com o avanço da tecnologia e dos estudos científicos, o que se estuda hoje nos meios acadêmicos é relativamente mais novo e atualizado do que se via há 10 ou 20 anos atrás. Esta afirmativa vale para a absoluta maioria dos cursos, de Computação a Medicina.

Os cursos de pós-graduação mais acessíveis, tanto em termos de preço quanto em número de vagas, são os chamados de lato sensu. Ester cursos normalmente são voltados a discussões práticas, tem duração em torno de 1 ano e, ao ser concluído, confere o título de Especialista. Os cursos denominados MBA se enquadram nesta categoria.

A outra modalidade de pós-graduação são os mestrados e doutorados (strito sensu). Seu objetivo é o de aprimorar a formação de professores e pesquisadores. Mais recentemente surgiram os mestrados profissionais, voltados à atividade profissional executiva. Infelizmente o acesso a estes cursos é bastante restrito, tanto na questão do custo quanto (e principalmente) devido ao reduzido número de vagas.

Formação complementar

Claro que não é só a faculdade que forma o homem. Cursos específicos em sua área de trabalho, participação em feiras, congressos, eventos e outras oportunidades culturais não só enriquecem o currículum, mas contribuem com a sua formação cultural.

O candidato que corre atrás de seu crescimento cultural e profissional é sempre bem visto por quem está selecionando. Então, relacione em seu CV apenas os eventos mais recentes e relevantes na sua atividade profissional. O curso de datilografia que você fez em 1984 não só desnecessários como dispensáveis de mencionar.

Se você não tem este tipo de atividade em seu CV, corra! Há até aqueles que você pode fazer gratuitamente. A FGV do Rio de Janeiro e outras faculdades têm, por exemplo, alguns que você pode fazer via Internet.

Agora, se você quer investir algum dinheiro em cursos, eu lhe recomendo fortemente que faça um bom curso de Inglês. Com a globalização e com a vinda de empresas e eventos internacionais para o Brasil (como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas) a língua inglesa tenderá a deixar de ser apenas desejável, passando a ser imprescindível para algumas vagas.

Resumo da Ópera

A educação e a cultura do indivíduo sempre serão valorizados. Não somente no meio profissional, mas em nossas vidas de uma forma geral. Quanto mais educação e cultura tem uma pessoa, mais abrangente e interessante sua visão do mundo e das coisas que acontecem a nossa volta.

A educação formal tem muito peso para nos credenciarmos para vagas de trabalho. Porém, no processo seletivo, é o conhecimento e o posicionamento da pessoa que serão avaliados. Daí, certamente, conta mais a efetiva educação e cultura do candidato.

O mercado e a sociedade pedem por profissionais em constante aprimoramento, logo nunca terminamos de estudar. A educação é um processo contínuo.

Cultura não se aprende só na escola, mas através da leitura e atualização constante. Não basta estar na escola, deve-se aproveitar as aulas e o ambiente acadêmico. A educação é constante.

Enfim, reveja seu CV e avalie como está sua formação acadêmica e complementar. Há algo que possa fazer para melhorar estes itens? Certamente que sim!

jan
15
2010
0

Como abordar experiência profissional no CV

Como mencionado no artigo anterior, o curriculum é seu cartão de visitas. Mais do que relatar sua vida profissional o documento tem que ser suficientemente instigante para que o selecionador te convide para uma entrevista.

Uma dica para alcançar este objetivo também foi colocada no artigo anterior, personalizar seu CV para cada vaga em que se candidatar. O curriculum deve esclarecer porque você é um candidato que se encaixa no que a empresa está buscando, tanto em formação quanto em experiência profissional.

Obviamente que a experiência profissional vai aumentando em função de seu tempo no mercado. Quanto maior a diversidade dessa experiência, maior a variedade de vagas em que o candidato pode apresentar (aplicar) seu CV.

trabalhadores

Especialistas afirmam que um profissional com muito tempo em uma só empresa (>5 anos) pode ter dificuldade com mudanças culturais, por outro lado os que ficam pouco tempo nas empresas (menos de 1 ano) pode ser rotulado como alguém com dificuldade de adaptação. Assim, o tempo “ideal” em cada organização seria algo entre 2 e 3 anos.

Está claro que este tipo de classificação pode ser um grande erro de percepção: um rótulo. O que fazer então se você tem experiências profissionais com as características que citei? Minha sugestão é que você faça um resumo de suas contribuições em cada uma das empresas onde esteve. Algo do tipo:

Empresa Exemplo Ltda
ramo de atividade: Comércio de vestuário
cargo: Assistente Financeiro
período: Fevereiro de 2009 a Janeiro de 2010
contribuições: Negociação com fornecedores bancários, resultando em economia de tarifas na ordem de R$ 5 mil/ano. Criação de novos relatórios gerenciais que facilitaram as decisões financeiras. Proposição de novas formas de processar o controle de recebimentos, com redução do tempo da operação e aumento da confiabilidade do serviço.

Note que são contribuições, não o mero relato das atividades. A idéia é mostrar que você fez a diferença no tempo em que esteve na empresa, seja ele curto ou longo. Agora, se você ficou em alguma empresa e não contribuiu em nada está mais que na hora de rever seu posicionamento profissional.

No próximo artigo falaremos sobre formação acadêmica e cursos complementares como ferramenta de melhoria de seu CV, aguarde!

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jan
14
2010
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Como ter um curriculum campeão

Exitem muitos mitos (e verdades) sobre o seu “cartão de visitas” profissional, que é o Curriculum Vitae. Afinal, o que é preciso ter nele? O que o selecionador considera na avaliação de seu material? Para auxiliá-lo a ter um CV campeão o blog Ambição publicará uma série de artigos onde discutiremos conteúdo, organização e estratégias pessoais para melhorar seu resumo.

cv

Princípos básicos:

1. Objetivo – A primeira coisa que precisamos ter em mente é que o CV é seu instrumento de “venda” pessoal, ou seja, é um conjunto de folhas de papél que vão fazer com que o selecionador te chame para uma entrevista. Logo, seja bem crítico! Seu CV tem um formato e um conteúdo interessantes e/ou suficientemente relevante? Foque sempre os aspectos de diferenciam você como profissional.

2. Tamanho – Os selecionadores definitivamente não tem muito tempo. Para cada vaga estimasse que, em média, se recebem 200 curricula. Resista a tentação de escrever um CV de várias páginas e demonstre que você é um profissional objetivo que tem capacidade de concisão. Duas páginas é o tamanho padrão, se está em início de carreira uma só já basta.

3. Ortografia – Você pode não acreditar, mas é grande o número de curricula com erros de português. Um pequeno desleixo com a grafia pode dar ao selecionador que, ou você não conhece bem a língua, ou você não dá atenção a detalhes. Então, cuidado! Use o revisor de texto de seu computador, imprima e leia o seu CV, peça para um amigo revisar, revise novamente, garanta que está perfeito.

4. Personalize – Há um provérbio que diz que “quem sabe tudo, não sabe tudo de nada”. É esta a impressão de quem lê um CV onde o candidato se propõe a trabalhar com vendas, financeiro e estoque (por exemplo). Eu, particularmente, acredito que existam profissionais polivalentes e até valorizo quem tem capacidade generalista. Porém, infelizmente, a maioria dos selecionadores entende isso como falta de foco no planejamento da carreira. Minha recomendação é que você não tenha apenas um Curriculum. Se você tem experiência em vendas, financeiro e estoque; faça um CV focando cada uma destas experiências.

Reflita sobre estas 4 dicas, se conseguir com que seu resumo atenda a estas premissas pode ter certeza que que estará a frente de muitos candidatos. No próximo artigo vamos falar sobre como ordenar as informações de seu CV. Aguarde!

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out
19
2009
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Promoção! Compre seu diploma de ensino superior ou médio

Há alguns dias atrás recebi um SPAM com o título acima. A mensagem prometia certificados quentes, ou seja, verídicos e verificáveis e estampava uma ilustração de um diploma em branco da UFRJ. Curioso com o verdadeiro escândalo, pesquisei “Comprar diploma” no Google e recebi milhares de resultados, até no site de vendas online MercadoLivre haviam ofertas.

diploma

Com sites em servidores fora do país e e-mail’s protegidos pela animosidade do Hotmail e outros gratuitos, as ilustrações dos ditos diplomas de universidades federais brasileiras já demonstravam a precariedade do material.

O incauto cliente, vitima, comparsa da trama (ou o vocativo menos polido que preferir) vai pagar entre R$ 1500,00 e R$ 2.000,00 por duas folhas de papel cuja impressão em qualquer gráfica rápida sai por menos de R$ 50,00. O material, segundo a promessa dos anúncios, chega ao endereço do solicitante em menos de 30 dias.

Parabéns, a partir desse momento o douto novo diplomado passa a pertencer ao hall de criminosos brasileiros. O leque de infrações engloba fraude, falsificação, uso indevido de sinal público e falsidade ideológica.

Movidos pelo desespero por um emprego ou empolgados pelo exemplo de Frank Abagnale Jr. (in Prenda-me se for capaz) os que optam pelo lado negro da força não pensam que, na melhor das hipóteses, vão perder R$ 2.000,00 por algo que nunca receberão. Na pior das hipóteses sofrerão a vergonha de serem desmascarados e presos.

Todo dia há manchetes nos jornais: É o falso médico carioca, a falsa professora paulista, o falso advogado gaúcho, o falso dentista paraense… todos presos (Duvida? Pesquise na net).

O governo oferece muitas alternativas para quem quer estudar e crescer na vida através da educação. Em dois anos é possível ter um diploma de curso superior, o ensino médio é mais rápido ainda.

Mesmo que o diploma fosse verdadeiramente “quente”, faltaria o conhecimento, a interação e o crescimento pessoal que o meio universitário proporciona. Alguns podem achar que isso tudo é bobagem e que as empresas não checam os diplomas. Chegará o dia em que isso vai mudar. Para que arriscar?

Em tempo: O que mais me impressionou depois que publiquei este artigo foi ver que caras-de-pau que atuam neste “negócio” começaram a deixar seus e-mail’s nos comentários da página. Absurdo! Sem comments nesta página então.

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jul
23
2009
187

Atestado Médico na empresa: Ponto polêmico

O uso do polêmico “Atestado Médico” se deu por uma lei de 1949 (Lei 605) que foi regulamentada pelo Decreto 27048 do mesmo ano, com alterações pela lei 2761/56. No artigo 12 deste decreto é dito que são justificadas as faltas do empregado por conta de doença (até 15 dias) desde que o empregado comprove devidamente o fato.

O mesmo Decreto regula quem é a “autoridade” para emitir tais atestados:

“A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado, e, na falta dêste e sucessivamente, de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria; de médico da emprêsa ou por ela designado; de médico a serviço de representação federal, estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública; ou não existindo êstes, na localidade em que trabalhar, de médico de sua escôlha.”

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Desta forma caberia, primordialmente, ao médico do INSS emissão do atestado. Existe o entendimento que a prioridade do médico do INSS estaria tacitamente revogado pelo art. 5º da Lei 3.807/60 (Lei Orgânica da Previdência Social), reproduzido pelo art. 27 da CLPS (Decreto 89.312/84). De qualquer forma, não havendo atestado do INSS ou de médico do Sistema “S” (SESC, SESI, …), cabe sua emissão ao médico indicado pela empresa.

Ao indicar este médico, a empresa não é obrigada a aceitar para abono de faltas, atestados emitidos por outros médicos, mesmos que especialistas (Leia o parecer 01/99 do Conselho Federal de Medicina do Ceará sobre o tema).

Muito bem, a parte “legal” do artigo termina por aqui. Vamos falar agora do que é uma relação saudável entre o RH e os empregados sobre esse tema.

Existe prazo para entregar um atestado na empresa?
A princípio não. Algumas Convenções Coletivas acordadas entre sindicatos regulam o tema em seus setores, o regulamento interno de algumas empresas também prevém este tema. Tenho visto que até 10 dias de sua emissão é um prazo mais do que suficiente. Porém, minha recomendação é que o empregado entregue o documento ao RH tão logo retorne às suas atividades.

Um atestado médico do plano de saúde pago pela empresa não vale?
Aqui cabe o bom senso. Se o convênio médico é pago pela empresa, este convênio é um prestador de serviços da empresa. Seriam portanto delegados tácitos da empresa para a emissão dos atestados. A maioria absoluta das empresas aceitam tais atestados.

O RH da minha empresa é muito rígido sobre este tema.
Algumas empresas são mais rígidas sobre o assunto devido a má utilização desse instrumento por parte de alguns empregados. É um daqueles famosos casos onde os inocentes pagam pelos culpados. Minha recomendação sobre este tema é que o RH sempre busque entender a realidade e as necessidades dos empregados. Recusar um atestado autêntico nada mais é que um incentivo para que o empregado revanchista passe a se valer de vários fakes como “vingança”.

Fui acompanhar meu filho ao médico, posso apresentar atestado para abonar minha falta?
Em geral, não. A declaração de comparecimento não é um atestado. Porém, novamente, cabe a empresa ter o bom senso de avaliar o caso. Assim como cabe ao empregado ser moderado neste quesito. Qual empresa quer um empregado que mais falta do que vem?

Quais informações devem estar contidas no atestado médico?
Segundo a Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.851/2008 as informações que devem constar no atestado, de forma clara e visível, são:

1 – O Tempo de afastamento, necessário para a recuperação do paciente;

2 – Os dados do médico emissor, mediante assinatura e carimbo ou número de registro no Conselho Regional de Medicina.

Ao contrário do que pode-se pensar, escrever diagnóstico no atestado não é obrigatório (nem mesmo o famoso código internacional de doenças CID-10). Este só é colocado quando expressamente autorizado pelo paciente, neste caso o paciente assina a autorização no próprio atestado.

Porém, é conveniente que o paciente permita o apontamento da CID-10 no atestado para não ser afastado pelo INSS, na eventualidade de se afastar por causas diverentes, por mais de 15 dias dentro de um período de 2 meses.

O médico que consultei não quer me dar atestado, mas não me sinto apto para trabalhar. Que faço?
A medicina não é ciência exata, existindo vários protocolos para uma mesma doença (liberdade do ato médico), procure uma segunda opinião.

Sou profissional de RH. Qual a recomendação geral sobre este tema?
Use o bom senso. Rigidez deve se limitar a prevenção de abusos, que obviamente devem ser coibidos. Porém, na medida do possível, entenda a necessidade do empregado… e normalmente necessidades de saúde são urgentes em nossas vidas.

Quando o empregado nos entrega um atestado com retorno ao serviço no mesmo dia, por acaso ele tem mais duas horas tirando as horas que constam no documento? Obtive uma informação de que acrescenta-se mais duas horas por conta do percurso. Isso procede?
Não há previsão legal sobre este tema. Sobretudo nas grandes cidades, o translado do médico ao trabalho pode ser demorado. Não creio ser conveniente fixar um horário específico, mas entender a necessidade do empregado.

Até quantos atestados posso apresentar por mês na empresa?
Não há limite de atestados.

Fiquei afastado por 15 dias. A empresa disse que se pegar outro atestado nos próximos 2 meses ela vai me afastar pela “caixa”. Está certo isso?
Em parte. O artigo 75 do Decreto 3048/99, que regulamenta a Previdência Social é claro em dizer que o empregado só será afastado pelo INSS se, dentro de um período de 60 dias, ficou ausente por pelo menos 15 dias por conta de uma mesma doença. Se os afastamentos forem por causas diferentes, o pagamento deve ser feito pela empresa.

Fiquei ausente da empresa durante duas semanas (14 dias) por conta de uma sinusite, voltei ao trabalho e não me senti bem. Voltei ao médico e ele me deu outro afastamento de duas semanas por conta de um problema nos rins. Entrei “na caixa”?
O pagamento dos salários pelo INSS através do benefício Auxílio-doença (conhecido como entrar “na caixa”) só acontece quando o empregado se afasta do trabalho por mais de 15 dias contíguos por conta de uma mesma doença. O caso exemplicidado não atende a este requisito, cabendo a empresa o pagamento do tempo afastado. Só caberia pagamento pelo INSS.

Afastamentos dão algum tipo de estabilidade no trabalho?
Se o afastamento foi causado por acidade de trabalho, sim. Nos demais casos não há previsão de estabilidade, exceto se houver alguma cláusula específica em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.

Estas são algumas das respostas que observei como profissional de Recursos Humanos e as sugestões que faço são sob a mesma ótica. Tenho recebido muitas mensagens com dúvidas e solicitações de conselhores referentes a esta temática, sobretudo de empregados que sentem-se injustiçados quanto a postura das empresas com relação a este assunto. Não tenho competência (nem formação) para auxíliar nestes casos. Minha sugestão permanente em qualquer caso de dúvida é que se procure o poder público (que inclue os órgãos de fiscalização do Ministério do Trabalho), o sindicato da classe profissional ou mesmo um bom escritório de advocacia. Estes sim tem condições de dar respostas mais precisas sobre seu caso. Quaisquer outras opiniões (que incluem as minhas) serão meramente opiniões.

por Prof. Luciano H. Trindade
Especialista em Administração Estratégica de Recursos Humanos

NOTA DO AUTOR: Tenho recebido muitas mensagens com dúvidas e solicitações de conselhores referentes a esta temática, sobretudo de empregados que sentem-se injustiçados quanto a postura das empresas com relação a este assunto. Não tenho competência (nem formação) para auxíliar nestes casos. Minha sugestão permanente em qualquer caso de dúvida é que se procure o poder público (que inclue os órgãos de fiscalização do Ministério do Trabalho), o sindicato da classe profissional ou mesmo um bom escritório de advocacia. Estes sim tem condições de dar respostas mais precisas sobre seu caso. Quaisquer outras opiniões (que incluem as minhas) serão meramente opiniões.

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