nov
09
2009
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Ciência explica agressão à Geisy Arruda na UNIBAN

O estudo da psicologia das multidões não é novo. Em 1840, o escritor norte-americano Edgar Alan Poe escreveu “O Homem das Multidões”. Um conto onde um homem começa a identificar padrões em uma massa indistinta e antecipa reflexões sobre o comportamento da sociedade de massa.

Alguns anos mais tarde, em 1895, o médico e sociólogo francês Gustave Le Bon escreveu “Psicologia das Multidões”, obra que inspirou Freud a escrever “Psicologia das Massas e Análise do Eu” (1921).

Na mesma época o antropólogo italiano Scipio Sighele foi ainda mais pontual quando escreveu “A Massa Criminosa”, no qual analisa os crimes coletivos, como revoltas e linchamentos. Segundo Sighele a multidão “com rapidez espantosa chega a cometer os mais atrozes atos da ferocidade e de crueldade”.

Foi o que aconteceu no recente caso envolvendo a estudante universitária Geisy Villa Nova Arruda, acontecido na UNIBAN de São Bernardo do Campo. É o fenômeno que Le Bon define como “multidões psicológicas”, quando ocorre a diluição das diferenças individuais e a multidão passam a agir irracionalmente, sem levar em conta seus valores e crenças pessoais, simplesmente para seguir o comportamento do grupo onde está inserido.

A jovem estudante compareceu a instituição trajada de forma dita inapropriada, porém aceita pela sociedade. Estava ciente que ao utilizá-la estaria sujeita a receber gracejos ou comentários menos polidos. Talvez procurasse se auto-afirmar, ser alvo de atenção ou simplesmente se sentia à vontade em exibir seus atributos físicos, não importa. Deveria ser um evento de dimensões desprezíveis.

A cena certamente despertou os olhares dos estudantes, alterando seu estado emocional. Provavelmente um pequeno grupo, mais exaltado por conta dos feronômios, intensificou a “brincadeira” que foi ganhando proporção desproporcional ao fato causador: a minissaia da estudante.

A história terminaria por ai se a exaltação coletiva não ganhasse corpo, direcionada para o objetivo de humilhar a estudante por algo que, embora inapropriado, é socialmente aceito. Outros se juntaram ao grupo e começaram a gritar e hostilizar a jovem sem ao menos saber o por que. É o “efeito manada”, quando cada elemento acaba por fazer aquilo que a maioria faz.

Este comportamento criminógeno é a reprodução do que já observamos em torcidas organizadas e gangues de rua. Deve servir de alerta aos envolvidos para que os envolvidos busquem a maturidade intelectual e psicológica, tomando decisões próprias ao invés de tornar-se um seguidor acéfalo de um episódio lamentável.

Sobre quem recai a culpa sobre o acontecido? Segundo Sighele, não há como indicar culpados. Os que são incriminados são sempre bodes-expiatórios, pois é sempre impossível determinar um culpado no meio da multidão. Infelizmente a universidade não se subsidiou da ciência antes da precipitada decisão de expulsar a estudante. Afinal, a ética contempla o que é socialmente aceito e, no caso, a intolerância é muito mais preocupante do que a preferência de moda da aluna, ainda que duvidosa.

* Luciano Henrique Trindade é professor do ensino superior e pesquisador na área de estudos organizacionais.

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jun
28
2009
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PMBOK 4: A Bíblia sobre projetos fala de competências

A Quarta Edição do PMBOK: a bíblia da Gestão de Projetos ganhou uma pontinha de subjetividade. O livro agora fala sobre habilidades interpessoais.

Segundo o pai do projeto: o Project Management Institute (PMI), existiam informações importantes para gerenciar um projeto, mas que não era consistentes com o intento de um padrão. Então incluiram uma introdução sobre as seguintes habilidades interpessoais, como apêndice, para os seguintes temas:

• Liderança
• Team building
• Motivação
• Comunicação
• Influência
• Tomada de Decisões
• Consciência Política e de Negócios
• Negociação

Um pequeno grande avanço comportamental em um universo tão exato e binário.

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mai
24
2009
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Did you know 3.0

Existem vídeos realmente muito interessantes no YouTube. Este, por exemplo, nos fornece uma série de informações sobre a evolução da humanidade e nos convida a refletir sobre o tema. Vale a pena conferir!

 

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nov
02
2008
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Governo ensina a fazer caipirinha no Diário Oficial

O Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha, bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar, e que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial. Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da IN (Instrução Normativa) 55, publicada na edição de 31/10/2008 do Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.

Para o ministério, só será definida como caipirinha “a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo”. Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes. “O açúcar aqui permitido é a sacarose – açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais”, ensina o governo. 

O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a IN. Mas não vale qualquer limão: “com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas”. Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. “Ingrediente opcional – água”. Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.

Para quem não gosta de caipirinha, o ministério oferece dicas sobre outros tipos de bebidas alcoólicas, inclusive para aqueles que não sentiram os efeitos da crise financeira. “Poderá ser denominado de licor de ouro o licor que contiver lâminas de ouro puro”. A IN também traz informações sobre a produção de bebida alcoólica mista aromatizada gaseificada, que também é conhecida como “cocktail”.

 

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