Out
19
2009
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Promoção! Compre seu diploma de ensino superior ou médio

Há alguns dias atrás recebi um SPAM com o título acima. A mensagem prometia certificados quentes, ou seja, verídicos e verificáveis e estampava uma ilustração de um diploma em branco da UFRJ. Curioso com o verdadeiro escândalo, pesquisei “Comprar diploma” no Google e recebi milhares de resultados, até no site de vendas online MercadoLivre haviam ofertas.

diploma

Com sites em servidores fora do país e e-mail’s protegidos pela animosidade do Hotmail e outros gratuitos, as ilustrações dos ditos diplomas de universidades federais brasileiras já demonstravam a precariedade do material.

O incauto cliente, vitima, comparsa da trama (ou o vocativo menos polido que preferir) vai pagar entre R$ 1500,00 e R$ 2.000,00 por duas folhas de papel cuja impressão em qualquer gráfica rápida sai por menos de R$ 50,00. O material, segundo a promessa dos anúncios, chega ao endereço do solicitante em menos de 30 dias.

Parabéns, a partir desse momento o douto novo diplomado passa a pertencer ao hall de criminosos brasileiros. O leque de infrações engloba fraude, falsificação, uso indevido de sinal público e falsidade ideológica.

Movidos pelo desespero por um emprego ou empolgados pelo exemplo de Frank Abagnale Jr. (in Prenda-me se for capaz) os que optam pelo lado negro da força não pensam que, na melhor das hipóteses, vão perder R$ 2.000,00 por algo que nunca receberão. Na pior das hipóteses sofrerão a vergonha de serem desmascarados e presos.

Todo dia há manchetes nos jornais: É o falso médico carioca, a falsa professora paulista, o falso advogado gaúcho, o falso dentista paraense… todos presos (Duvida? Pesquise na net).

O governo oferece muitas alternativas para quem quer estudar e crescer na vida através da educação. Em dois anos é possível ter um diploma de curso superior, o ensino médio é mais rápido ainda.

Mesmo que o diploma fosse verdadeiramente “quente”, faltaria o conhecimento, a interação e o crescimento pessoal que o meio universitário proporciona. Alguns podem achar que isso tudo é bobagem e que as empresas não checam os diplomas. Chegará o dia em que isso vai mudar. Para que arriscar?

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Out
19
2009
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Quem disse que trabalhar não mata?

A sombra dos suicídios em série por parte de trabalhadores da montadora de automóveis Renault voltou a pairar sobre o tecnocentro de Guyancourt, em Yvelines. Há pouco mais de uma semana, um engenheiro de 51 anos suicidou-se dias antes de ser transferido de função. A tragédia reabriu as feridas da epidemia de suicídios vivida no mesmo laboratório da empresa entre 2006 e 2007.

Emprego Errado

As mortes em série iniciadas há três anos ocorreram no cérebro da Renault, onde são criados e desenvolvidos os projetos de novos veículos do grupo. O suicídio aconteceu no dia 8 de outubro. O engenheiro havia sido informado dias antes de que receberia uma promoção, atrelada a uma transferência, e assumiria a direção de projetos de chassis, o desenvolvimento do novo modelo Logan e o comando sobre uma dúzia de fábricas do grupo.

A transferência enquadrava-se no sistema de “mobilidade preparada”, uma política de recursos humanos que significa a troca de posto de trabalho a cada cinco ou seis anos. O diretor-geral delegado da Renault e número 2 do grupo, Patrick Pélata, se disse chocado pelo suicídio, mas isentou a empresa. “Nunca revimos com tanta profundidade os dispositivos de apoio, e estruturamos esses dispositivos em torno de um plano de melhoria das condições de vida e de trabalho das equipes.”

A preocupação de Pélata se justifica. Há três anos, três engenheiros do mesmo tecnocentro de Guyancourt se suicidaram. Em 2007, a companhia lançou um plano de emergência que previa, entre outras medidas, o limite do tempo de trabalho, a reciclagem de gestores e o apoio psicológico constante. À época, uma investigação de sete meses realizada pelo escritório independente Technologia indicou que 31,2% dos executivos e engenheiros sofriam de “job strain”, ou tensão no trabalho.

Fonte: O Estado de S. Paulo/Andrei Netto

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